domingo, 28 de novembro de 2010

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)



Tem tipicamente entre 51-57 de comprimento e 110 a 130 cm de envergadura de asas. A sua plumagem é de cor diversificada, de indivíduo para indivíduo e conforme a estação do ano. Da sua alimentação fazem parte todo o género de pequenos roedores, desde ratos, coelhos, esquilos, coelhos, e até furões. Também se alimenta de aves mais pequenas, ou mesmo de carcaças de animais mortos. Esta espécie é frequentemente observada no alto de postes ou de árvores que utiliza como postos de vigia. Nidifica em árvores altas nas florestas ou bosques, nas montanhas e em escarpas rochosas.


 



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Águia-pesqueira (Pandion haliaetus)




Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Pandionidae
Envergadura: até 1,70 m



A águia-pesqueira (Pandion haliaetus) é uma águia da família dos pandionídeos.
Trata-se de uma espécie de hábitos muito solitários, embora haja registos de ocorrências de bandos.
Geralmente, a águia-pesqueira é teimosa. Apenas na época de reprodução se verifica uma variedade de chamamentos e assobios na zona de nidificação. O casal é, normalmente, monógamo e a ligação dura uma estação.
Vista por baixo, a brancura da plumagem é evidente, destacando-se os "punhos" pretos. As partes superiores são acastanhadas. O padrão da cabeça é característico, devido à presença de uma máscara preta, que é facilmente visível quando a ave está pousada.
A Águia-pesqueira alimenta-se quase exclusivamente de peixe. As presas mais frequentes em Portugal são, nas zonas costeiras, os sargos e os robalos. Os ambientes estuarinos constituem também uma reserva importante de alimento, que inclui tainhas, entre outras espécies. De entre as espécies de água doce salientam-se as carpas como presas preferidas. O consumo diário ronda as 200-400 g de peixe.
O alimento é obtido debaixo de água, mergulhando a partir de uma altura variável, desde os 5 até aos 70 m. Mantém uma posição no ar enquanto procuram a presa, peneirando ou planando, lançando-se de seguida com uma inclinação de cerca de 45º, capturando-a com as patas esticadas para a frente.
Embora raramente, pode incluir na sua dieta pequenos mamíferos, aves, répteis, anfíbios e também crustáceos e outros invertebrados.










sábado, 4 de setembro de 2010

Pato-ferrugíneo (Tadorna ferruginea)

Esta espécie nidifica sobretudo em regiões situadas desde o Sudeste da Europa, para leste, até à Mongólia e China, podendo também, no inverno, avistar-se alguns indivíduos no Sudoeste da Europa. É um pato de grandes dimensões que chama a atenção pelo tom cor-de-ferrugem da sua plumagem. No solo europeu destacam-se as populações do sul da Espanha.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa)


O maçarico-de-bico-direito é uma ave limícula de aspecto elegante e gracioso. Com 35 a 45 cm de comprimento, uma envergadura de cerca de 75 cm e 160 a 440 g de peso, trata-se de uma limícola de porte médio/grande.  O Maçaricodebico-direito é uma ave migradora que inverna em Portugal.  Apesar de ainda não se encontrar em perigo, a drenagem das zonas húmidas nos locais de nidificação conduziu a um decréscimo das suas populações nos últimos anos.  No Verão, os machos apresentam a parte inferior do pescoço arruivada e o dorso castanho e preto malhado; as asas são cinzentas.  No Inverno a parte superior é cinzenta-acastanhada muito malhada de preto; a parte inferior é branca.  Alimenta-se principalmente de invertebrados, sobretudo insectos e suas larvas, anelídeos, moluscos, crustáceos, girinos, ovos de peixe e ovos de anfíbios; mas também de matéria vegetal, como bagas e sementes (caso do arroz).
Não se reproduz em Portugal.

 

 
 
 

 

Combatente (Philomachus pugnax)

O combatente é um tipo de maçarico-europeu. Esta ave aparece em Portugal como migrador de passagem e geralmente em trânsito de África para a Europa Central para aí se reproduzirem. O tamanho do macho é entre os 27 e os 30cm emquanto as femeas medem entre os 19 e os 25cm. Os ninhos são escavados no chão. As fêmeas põem 3 a 4 ovos e ficam sobre eles durante 17 a 19 dias. Alimentam-se de insetos, vermes e algas de água doce. No outono, migram para o sul. Alguns chegam à Austrália. A migração é feita principalmente à noite.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula)



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) é uma ave pequena e vigorosa da família Charadriidae que pesa 65g e mede 19cm. Nidifica no norte da Europa e inverna nas costas europeias e africanas. Quando voa pode observar-se uma franja branca na asa sobre as asas superiores. Alimenta-se nas costas e estuários. Voa rapidamente perto do solo. Em certas ocasiões associa-se com o Pilrito-comum.

domingo, 16 de maio de 2010

Perna Longa ( Himantopus himantopus )


É uma ave de tamanho médio.
Pernas extremamente compridas de cor vermelha, bico preto, fino e direito.
Os olhos são vermelhos.
A sua ocorrência é estival. Porém, algumas aves permanecem ao longo de todo o ano, especialmente no sul do país.
Habita em salinas, pisciculturas, lagoas costeiras, terrenos alagados, arrozais, pauis, charcos, açudes e barragens.

 


sábado, 15 de maio de 2010

Garajau-comum (Sterna sandvicensis)


O garajau-comum (Sterna sandvicensis) é uma ave marinha. O garajau-comum pesa em média 136 g e possui uma envergadura de asas de 79 cm. Nidifica em zonas costeiras do norte e do centro da Europa. Ocorre ao longo da costa portuguesa principalmente durante as passagens migratórias, havendo também uma pequena população invernante. O adulto reprodutor apresenta uma mancha preta na cabeça e o bico vermelho com a extremidade negra. O corpo é cinzento claro na parte superior e branco na parte ventral. A cauda é branca e bifurcada e o lado inferior das asas apresenta um bordo preto ao longo das primárias. O período reprodutor decorre entre Abril e Julho. A postura é constituída por 2 a 3 ovos e é feita directamente no chão. As suas presas principais são pequenos peixes como o peixe-pau e chicharro

domingo, 9 de maio de 2010

Syrphidade


Sirfídeos (da família Syrphidae), também conhecidos como moscas-das-flores constituem uma família de moscas (ordem Diptera) que, tal como o nome sugere, são encontradas, geralmente, junto a flores, onde estes insectos, na sua forma adulta, se alimentam de néctar e de pólen. As larvas têm vários tipos de alimentação, consoante à espécie: algumas são saprófitas, alimentando-se de plantas e animais em decomposição, ou em locais alagadiços; outras são insectívoras, tomando como presas afídios tripes e outros insectos que parasitam e sugam a seiva das plantas. Por esta razão, os sirfídeos são reconhecidos como um importante meio ecológico de controlo de pragas na agricultura.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Esquilo-vermelho-eurasiático (Sciurus vulgaris)


O esquilo-vermelho é uma espécie de esquilo pertencente ao género Sciurus. É um roedor omnivoro que habita nas árvores. O esquilo-vermelho tem um comprimento típico de 19 a 23 cm (excluindo a cauda), uma cauda entre 15 e 20 cm de comprimento e um peso entre 250 e 340 g. Em Portugal, o esquilo-vermelho desapareceu no século 16 mas nos anos 90, populações vindas de Espanha voltaram a colonizar o Norte do país. Possui garras aguçadas que permitem a movimentação rápida pelas árvores. O acasalamento pode ocorrer durante Fevereiro e Março, e no Verão, entre Junho e Julho. Faz o ninho nas junções dos ramos das coníferas formando ninhos em forma de cúpula com cerca de 25 a 30 cm de diâmetro, forrado com musgo, folhas, ervas e casca de árvore. Também utilizam cavidades em árvores. O esquilo vermelho alimenta-se de sementes de árvores,como as sementes que retiram das pinhas, e de determinados cogumelos, ovos de pássaros,frutos, bagas e rebentos de plantas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Chapim-carvoeiro (Parus ater)


É uma ave da ordem passeriformes e pertencente à família Paridade. Apresenta o barrete e o queixo pretos, contrastando com as faces e a nuca brancas.Tal como a maioria dos chapins, esta espécie vive em zonas florestais, apresentando preferência por resinosas. Ocasionalmente também ocorre em parques e jardins urbanos. Nidifica em buracos de árvores, podendo também ocupar caixas-ninho.Este chapim ocorre na Europa, na Ásia e no norte de África. Em Portugal distribui-se amplamente pelo norte e centro do território, sendo raro a sul do rio Tejo.