domingo, 15 de fevereiro de 2009

Chapim-carvoeiro


Identificação

Pequeno chapim, do tamanho de um chapim-azul. Caracteriza-se pela cabeça preta, com as faces brancas
e uma mancha branca na nuca. Distingue-se do chapim-real pelo seu menor tamanho e pela ausência de
risca preta vertical no peito e no ventre.

Abundância e calendário
Esta espécie encontra-se associada às plantações de pinheiro-bravo, sendo localmente comum no litoral
norte e centro. Por vezes também ocorre em zonas urbanas. É uma ave residente que pode ser observada
durante todo o ano. É mais conspícuo na Primavera, quando o seu canto se faz ouvir
com frequência

domingo, 18 de janeiro de 2009

Lasiocampa quercus


A Lasiocampa quercus é uma borboleta de tamanho relativamente grande que voa nos meses de Verão na maior parte de Portugal, se bem que mais abundante na metade norte. Pertence à família Lasiocampidae que em latim significa "Lagarta peluda" . E não são? Esta espécie inverna na fase de lagarta e estas são bastante peludas e cloridas numa fase inicial, adquirindo tons mais sombrios à medida que a estação vai aquecendo dando lugar a grandes lagartas peludas de 10 cm que comem calmamente folhas de silvas, carvalhos, castanheiro e muitas outros arbustos, árvores e algumas herbáceas.
Na fase adulta, os machos voam erraticamente de dia à procura das fêmeas que se encontram poisadas nos troncos das árvores e silvados.
Esta espécie apresenta um tipo de crisálida (pupa) designada de terrestre. A origem da palavra crisálida vem do grego chrysos, que significa ouro, isto porque muitas espécies apresentam manchas ou pintas douradas. Muitas espécies utilizam casulos, como a Lasiocampa quercus, e estes tem como objectivo proteger a crisálida de agressões externas, como a secura, as temperaturas extremas, parasitismo e predação. A lagarta, antes de construir o casulo e se transformar em crisálida, procura um lugar recatado, tornando mais difícil a sua descoberta.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Rola-do-mar (Arenaria interpres)



IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

A Rola-do-mar (Arenaria interpres) pertence à ordem dos Charadriiformes, família Scolopacidae e subfamília Arenariinae.

É uma limícola de pequenas dimensões (21-24 cm de comprimento e 44-49 cms de envergadura), robusta, com patas e bico curtos. A sua plumagem característica torna-a numa espécie de fácil identificação. Em quase todas as plumagens o bico é preto e as patas são alaranjadas. A plumagem nupcial é muito colorida; possuem marcas pretas na cabeça e uma banda preta no peito contrastando com a cor branca da parte inferior do corpo. No dorso e asas apresenta um padrão muito marcado e contrastante; o manto, as escapulares e as terciárias são preto-acastanhadas, com penas orladas a cor ferrugem e as pequenas e médias coberturas são cor de ferrugem. Nesta plumagem os machos distinguem-se pelo seu padrão mais vivo e menos acastanhado. De Inverno, a plumagem torna-se castanha-acinzentada com orlas brancas nas penas. Também as marcas faciais se tornam mais difusas.

Os juvenis são semelhantes aos adultos em plumagem de Inverno, com as penas do dorso orladas a castanho claro e as patas amareladas.

Em vôo apresentam um padrão único com dois painéis brancos nas asas e uma barra preta terminal na cauda.

sábado, 22 de novembro de 2008

Corvo Marinho de Faces Brancas (Phalacrocorax carbo)


O cormorão ou corvo-marinho-de-faces-brancas é uma ave do grupo dos pelecaniformes, com ampla distribuição geográfica. A espécie ocorre em todo o continente africano, Europa, Ásia central e do sul, Oceania e América do Norte. Habita principalmente zonas costeiras, mas também pode ser encontrado em lagos interiores, áreas pantanosas e estruturas artificiais como barragens.
O corvo-marinho-de-faces-brancas tem aproximadamente 90 cm de comprimento e cerca de 150 cm de envergadura. A sua plumagem é bicolor: preta com brilho esverdeado no dorso, asas e parte posterior do pescoço, e branca na zona da face, garganta, peito e ventre. Na época de reprodução, os adultos adquirem uma mancha branca na parte exterior das coxas. Como em todos os cormorões, o pescoço é longo e o bico é ligeiramente encurvado na ponta. Os olhos são verdes e a pele em seu redor é amarela. O papo verde é uma das características distintivas da espécie.
É uma ave de hábitos solitários, mas pode ser encontrada em grandes bandos em zonas ricas em alimento. O corvo-marinho-de-faces-brancas alimenta-se principalmente de peixes que pesca em mergulho, consumindo também anfíbios, crustáceos e moluscos. Após cada período de pesca, como todos os corvos-marinhos, descansa com as asas abertas ao sol de modo a secar as penas, que não são impermeáveis.
A época de reprodução decorre em alturas variáveis do ano, consoante a localização geográfica das populações. Os corvos-marinhos nidificam em colónias de centenas de casais, em locais que podem ser reaproveitados de ano para ano. Ao fim de algumas estações, as colónias ficam cobertas de guano, que pode ser explorado comercialmente como fertilizante. O ninho é pouco elaborado, construido com ramos em árvores perto de água, penhascos ou directamente no solo. Cada postura contém em média 3 a 4 ovos alongados de cor branca-esverdeada. A incubação é feita por ambos os membros do casal ao longo de 27 a 28 dias. Os juvenis recebem cuidados parentais dos dois progenitores durante cerca de dois meses.
O corvo-marinho-de-faces-brancas não se encontra em risco de extinção, embora algumas populações estejam ameaçadas por poluição e degradação de habitat, sobretudo junto de colónias de nidificação.

domingo, 16 de novembro de 2008

Galeirão Comum (Fulica atra)



Designação de aves nadadoras da família dos Ralídeos. O galeirão-comum (Fulica atra ) é um animal de tamanho semelhante aos dos patos, sendo o seu comprimento de cerca de 55 centímetros. Encontra-se geralmente em lagos e charcos de terras baixas com bastante vegetação. O adulto apresenta uma plumagem de cor preto-fuligem com bico branco e escudo frontal. O bico é curto e forte. A fêmea possui um colorido menos chamativo, sendo pardo-acinzentado. No Inverno é um animal gregário encontrando-se em grandes bandos nos lagos, albufeiras, baias abrigadas, etc. A sua alimentação é feita à base de insectos aquáticos, outros invertebrados e talvez peixes. Na época da reprodução os casais nidificantes isolam-se e defendem agressivamente os seus territórios. Os intrusos são combatidos pelas duas aves. A postura varia entre os cinco e doze ovos.

Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos )

Identificação
Pequena limícola castanha e branca. A cabeça, o peito, o
dorso e as asas são castanhas. O ventre é branco, sem
riscas, sendo a linha divisória bastante bem marcada. As
patas são cinzentas ou esverdeadas.
A característica identificativa que mais facilmente permite
separar esta espécie de outras limícolas é a pequena
“língua” branca que a plumagem forma de ambos os lados
do pescoço.

Abundância e calendário

O maçarico-das-rochas é uma espécie relativamente
comum em Portugal e distribui-se um pouco por todo o
país, mas como raramente forma grandes bandos não
pode ser considerado uma espécie abundante. Frequenta
todo o tipo de zonas húmidas, sejam elas de água doce,
salobra ou salgada.

Pode ser observado ao longo de todo o ano. Na época de reprodução é relativamente escasso e ocorre
sobretudo na metade interior do território. Fora da época de reprodução é mais comum, ocorrendo então
com regularidade em praticamente todas as zonas húmidas do litoral português

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Martim-pescador Guarda-rios (Alcedo atthis)


CARACTERÍSTICAS

- comprimento: 15 -16 cm
- bico:
fêmea: preto avermelhado
macho: preto
- cor: parte superior azul esverdeada e parte inferior laranja avermelhada brilhante;

HABITAT

O Guarda Rios é residente em grande parte da Europa inclusive em Portugal.
Esta
espécie está confinada a rios e ribeiros, sendo esta visível no Rio Cávado.


MODO DE VIDA

- alimenta-se de peixe (que caça no rio efectuando rápidos mergulhos) do local onde se encontram pousadas, as aves determinam a posição de um pequeno peixe lançando-se depois, de um golpe no ponto marcado na água;
- o Guarda Rios põe cerca de 6 a 7 ovos brancos num ninho que é um buraco num talude;
- o período de incubação é de cerca de 20 dias;

domingo, 9 de novembro de 2008

Fuinha dos juncos (Cisticola juncidis)


A fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis)

É um pás
saro da família Cisticolidae . É uma ave pequena, castanha e com o dorso riscado, que se esconde frequentemente por entre a vegetação, podendo por isso ser dificil de observar. Contudo, o seu canto, emitido em voo, torna esta pequena ave muito conspícua. O canto faz lembrar o som de um insecto e consiste numa única nota emitida a intervalos de cerca de 1 segundo: "zit... zit... zit...".

O seu ninho é construído no solo, por entre as ervas. Esta espécie distribui-se pelo sul da Europa e por uma grande parte de África. Em Portugal é comum em espaços abertos, sendo especialmente numerosa nas terras baixas do litoral. A fuinha-dos-juncos é uma ave muito sensível ás baixas temperaturas, o que explica em parte a sua escassez nas zonas seranas do interior nore e centro.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Pintassilgo-Comum (Carduelis carduelis)




Dados biomorfométricos forma nominal: Comprimento médio: 13cm; peso: 13-18g: bico: 11-16mm; asas 73-­83mm.

Descrição

Macho adulto: Bico cinza esbranqui­çado, ápice do bico negra que no perío­do reprodutivo tende a ficar branco perolado; perímetro do bico circundado por penas negras (bigode) que juntam na superfície anterior dos olhos; típica máscara vermelha alaranjada que se estende distalmente além da margem posterior do olho; face branca mais ou menos infiltrada de marron; vértice, nuca e lados do pescoço negros; dorso marrons; sobrecauda branca; asas e cauda negro-brilhante; bordas das asas amarelo-ouro típico dos carduelídeos; flancos marron; peito branco infiltrado de marrom; ventre e sobre-cauda brancos; patas marrom-rosado.

A fêmea adulta difere do macho por pequenas particularidades que somente o olho mais esperto consegue observar (pode-se dizer que esta espécie não apresenta um nítido dimorfismo sexual): a cabeça é mais arredondada, a máscara vermelha é mais restrita e não ultrapassa a metade do olho, o negro das asas e da cauda é ligeiramente mais opaco do que o do macho, os ombros (pequenas cober­teiras alares) são cinza esverdeado quase negro (esta última particularidade é muito importante para distinguir precocemente o sexo dos novos).

Os jovens participam com os adultos somente as asas e a cauda; o resto da plumagem se apresenta de cor cinza esbranquiçado, manchando de maneira confusa a estrutura marrom enegrecida determinantes para o mimetismo dos pró­prios.




quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Asilidae ( Díptera)

Depois de muito tentar, consegui fotografar esta super mosca em plena actividade a quem os Americanos e Ingleses chamam de Rober Fly.

Estas moscas pertencem á família Asilidae e penso que esta espécie é a Asilus cbroniformes.São grandes moscas predadoras que se alimentam de outros insectos, ( que capturam em pleno voo), e também aranhas.

Caçam agressivamente qualquer insecto que posam dobrar, incluindo aqueles com boas defesas como abelhas ou vespas. Após a captura, imobiliza-os, e mata-os com o uso da saliva paralisante, injectada através da hipofaringe. O conteúdo liquido da presa é então sugado pela probóscide.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ganso-do-Egito ( Alopochen aegyptiacus )


Ordem: Anseriformes

Família:
Anatidae

Nome popular:
Ganso do Egito

Nome em inglês:
Egyptian goose

Nome científico:
Alopochen aegyptiacus

Distribuição geográfica:
África subsaariana

Habitat:
Bacias hidrográficas em regiões florestais e de savana

Hábitos alimentares:
Vegetais, pequenos invertebrados e sementes.

Reprodução:
postura de 5 a 12 ovos, incubados por cerca de um mês.

Período de vida:
cerca de vinte anos

O ganso-do-egito é um tanto diferente dos outros gansos, e é uma espécie relativamente pacífica. São adultos quando atingem dois anos, ao atingirem a maturidade sexual. Durante um mês, o casal incuba de 5 a 12 ovos, que ao nascerem seguirão a primeira coisa que virem como sua mãe. Este fenômeno ganhou o nome de “Imprinting” dos cientistas, e pode ser entendido como “Estampagem de comportamento”. É como um aprendizado quase instantâneo, e muito difícil de ser esquecido. Este comportamento ficará “estampado” no indivíduo, às vezes por toda a vida, e já originou situações engraçadas como gansinhos adotando pessoas, cachorros e até baldes como suas mães.

domingo, 3 de agosto de 2008

Graphosoma lineatum


Comprimento: 8-12 milímetros

(Família Pentatomidae)

Este insecto perdomina nas zonas quentes da Europa e não teme a predação das aves porque tem um gosto bastante desagradável.

Gafanhoto

domingo, 6 de julho de 2008

Gafanhoto

Os gafanhotos são os insectos pertencentes à subordem Caelifera da ordem Orthoptera, caracterizados por terem o fémur das pernas posteriores muito grandes e fortes, o que lhes permite deslocarem-se aos saltos. Algumas espécies formam enormes enxames que podem devastar grandes áreas de cultura; no entanto, essas pragas são utilizadas por alguns povos como fonte de proteína.

Os gafanhotos são polífagos,se alimentam de folhas de vários tipos de plantas tais como: Citros, arroz, soja, eucaliptos e outras.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Cartaxo Comum (Macho)

(Saxicola torquatus )

O peito laranja e a cabeça preta do cartaxo funcionam
como um semáforo, quando a ave se empoleira nos
postes e cercas das zonas abertas. Esta ave é uma das
mais fáceis de observar, devido à sua conspicuidade.

Identificação
Pequeno insectívoro de fácil identificação, especialmente
no caso do macho. Possui um característico padrão
preto na cabeça, contrastante com o colar branco e o
peito alaranjado. As fêmeas têm a plumagem menos
contrastada e podem ser confundidas com as de
cartaxo-nortenho, separando-se pela ausência de lista
superciliar esbranquiçada e de lista malar (bigode).
Vulgarmente é encontrado empoleirado em postes,
cercas e fios, locais que elege para observar as presas
(insectos) que captura.